Considerado um dos grandes responsáveis pelo sucesso do Barcelona, o técnico Pep Guardiola também fez questão de exaltar o trabalho feito nas categorias de base da equipe.
- Formamos jogadores a custo zero. Dos 11 jogadores que começaram como titulares, nove foram revelados nas categorias de base - salientou Guardiola, em entrevista coletiva, excluindo apenas o brasileiro Daniel Alves e o francês Abidal.
A arte de parar Neymar
Guardiola se mostrou especialmente contente com o primeiro tempo feito pelo Barça no Estádio Internacional de Yokohama e porque a equipe conseguiu fazer com que Neymar pouco aparecesse.
- Vimos cinco ou seis partidos do Santos, e sabíamos que era preciso estar preparado quando Neymar tivesse a bola - declarou o técnico espanhol.
Ele minimizou a própria importância ao ser perguntado sobre o desenho tático do time, que alguns consideraram ser um 3-7-0, e afirmou que a fórmula é simples.
- O que tentamos fazer é tocar a bola o mais rápido possível. Na verdade, é o que o Brasil sempre fez, segundo me contavam meus pais e meus avôs - acrescentou.
Elogios não só a Messi
Questionado sobre a importância de Messi na partida – autor de dois gols na decisão, o craque argentino foi eleito o melhor jogador do mundial -, Guardiola preferiu exaltar outros nomes.
- É fato (que ele jogou bem), mas não gostaria de apenas dar méritos a ele, mesmo sabendo que (Messi) é um jogador especial. O Iniesta e o Thiago (Alcântara) também fizeram um ótima partida. Nossos jogadores de defesa também. Estou satisfeito com a atuação global de todos – ressaltou.
O técnico ainda classificou o troféu obtido como "um prêmio difícil de se alcançar" e se disse feliz por conquistar o título no Japão, onde o Barça foi derrotado na final do Mundial de 2006, para o Internacional, e na disputa da Copa Intercontinental de 1992, para o São Paulo, quando Guardiola ainda atuava como jogador da equipe catalã.

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