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8 de novembro de 2011

Neymar x Dedé: duelo em alto nível acaba com destaque para o atacante

Antes do apito inicial, abraço. Na saída para o intervalo, troca de camisas. E foi só. A amizade de Neymar e Dedé, iniciada na Seleção Brasileira, ficou de lado na Vila Belmiro. No gramado, velocidade e habilidade contra a intensa marcação. Melhor para o craque do Peixe, que, na maioria das vezes, passou pelas costas do adversário, não deixando nem rastro, na vitória por 2 a 0 neste domingo.

- Dedé é meu irmão, mas hoje não deu para aliviar para ele - brincou Neymar.

Pelo Twitter, o zagueiro vascaíno rasgou elogios ao craque do Santos.

- Quero te dar os parabéns pelo seu talento! Você joga demais, merece muito ser o melhor do mundo! Estou na torcida.

Neymar Dedé Santos x Vasco (Foto: Ag. Estado)
Neymar e Dedé se abraçam antes do duelo Santos x Vasco na Vila Belmiro
Nos pés, os dois calçavam chuteira da mesma cor, amarela fluorescente. Mas foram as de Neymar que brilharam mais no primeiro tempo. Bastaram três minutos para o craque do Santos fazer a diferença. Disparou pela esquerda, passou de primeira por Dedé e só parou quando foi agarrado pela camisa. O árbitro André Luiz Castro marcou a falta. Na cobrança, jogou na área. Atrás de Renato Silva, o camisa 26 viu o companheiro de zaga cabecear para a rede. Gol do Santos. Neymar dançou, enquanto Dedé abaixou a cabeça.

A cena se repetia pela esquerda. Sempre que o Peixe armava o ataque, lá estava o camisa 11 levantando o braço, atrás do zagueiro cruz-maltino, pedindo bola. Às vezes, ele passava por Fágner, Renato Silva. O “abusado” não respeitou nem o Reizinho. Tentou pedalar na frente de Juninho, mas o meia o parou.

 Mesmo quando Neymar não corria para o seu lado, Dedé se preocupava. Gritou para Julinho não subir quando foi para a área em cobrança de escanteio. Pediu mais atenção a Renato Silva. Sempre atento aos passos do adversário.

A dois minutos do fim do primeiro tempo, Neymar disputou uma bola com Dedé e reclamou de um tapa. O árbitro não deu. Mas a disputa ficou só dentro de campo. Na saída para o intervalo, os dois trocaram camisas.

Na volta ao gramado, o preciosismo de Neymar não o deixou ampliar o placar para o Peixe. Mas desta vez Dedé nem participou de sua marcação. Coube a Fagner salvar, depois que o camisa 11 resolveu driblar Fernando Prass e passar para Borges, que desperdiçou.

Neymar ainda arrancou aplausos da torcida quando driblou Renato Silva duas vezes e deu de bandeja para Ganso marcar no seu retorno ao time. O camisa 10, no entanto, chutou para fora. Aos 20, mais um duelo direto. O atacante voou pela esquerda lado a lado com Dedé. Saiu do meio de campo até a grande área. Mas foi desarmado, despertando gritos da torcida vascaína de “melhor zagueiro do Brasil”.

Pouco depois, mais um gol do Santos, e lá estava Neymar de novo. Ele puxou a marcação para o meio e tocou com categoria para Borges que, da entrada da área, acertou o ângulo de Fernando Prass. 2 a 0.
Logo depois, belo lance. Neymar para de frente para Dedé. Pedala uma vez, duas, e simula um drible à la Valdívia, como se fosse finalizar, mas passa para Durval. A jogada se perde, com desarme, mas a marca do craque já havia sido deixada em mais uma boa atuação na Vila.

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