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19 de setembro de 2011

Belletti discorda de Neymar sobre a Europa: 'Se fosse eu, já teria ido'

Campeão mundial, europeu, espanhol, inglês, brasileiro, mineiro, paulista... No Brasil ou no exterior, a lista de títulos de Belletti é de fazer inveja a qualquer jogador. Hoje aposentado, ele elogia a torcida europeia e afirma que Neymar deveria aproveitar a oportunidade de sair do país. Experiência não falta para falar sobre o assunto. Afinal, foram oito anos defendendo clubes europeus.

- Se eu fosse o Neymar, eu já tinha ido. Ano que vem tem o Paulista, se ele joga mal uma partida, o pessoal vai pegar no pé. Ele ainda é muito novo, é uma decisão difícil de se tomar. Mas lá você aproveita muito mais a carreira como um todo, dentro e fora de campo. Tudo é bom. Em três anos de Chelsea, eu nunca ouvi uma vaia no estádio -  afirma em entrevista ao SPORTV.COM após participar do programa "Tá na Área".

Belletti conta que a torcida lá fora é tão apaixonada quanto a brasileira, mas respeita muito mais os jogadores, não expressando muito as emoções. Durante a conversa, ele cita várias vezes o fato de nunca ter sido vaiado em um estádio. A não ser pela torcida adversária. O ex-jogador elege os fãs do Celtic, da Escócia, e do Stoke City, da Inglaterra, como os mais fanáticos, "capazes de deixar quase surdo".

- Você vai pegar a bola para bater o escanteio e tem um torcedor praticamente do seu lado. O máximo que ele faz é tirar uma foto. Se algum tentar só chamar o técnico, aparecem três seguranças para colocar para fora - lembra.

Além disso, segundo o ex-lateral-direito, a torcida respeita o jogador fora de campo. Em 2009, o Chelsea foi eliminado na semifinal da Liga dos Campeões após empatar o segundo jogo em casa com o Barcelona. Mas isso não impediu que os jogadores do time inglês saissem a pé para jantar, após a partida, em um restaurante em frente ao estádio. Belletti conta que os torcedores passavam por eles lamentando a eliminação, mas dando os parabéns pelo jogo.

Segundo o paranaense, a diferença é que lá os donos dos clubes mandam nos times e não precisam dar satisfações para a imprensa ou para o torcedor o tempo todo. Na Europa, os jogadores concedem entrevistas coletivas apenas em dias marcados, e dificilmente depois de uma derrota, para não piorar o ambiente, diz. Belletti lembra ainda que, enquanto jogava pelo clube inglês, nunca deu uma entrevista que não fosse para a TV oficial do clube. Após os jogos da Liga dos Campeões, os jogadores são obrigados a passar pela zona mista, mas só para quem quer.

- Só o treinador dá entrevista no Chelsea e um dia antes do jogo, mais nada. Se você não para, não da entrevista, ninguém ouve a sua voz. Igual o Conca no Fluminense. O que ele fez lá, é o que acontece na Europa - compara.

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